Comércio e Negócios

Funcamp demite 220 vigilantes. MPT exige explicações da Unicamp e Strategyc, a nova empresa

Além do aumento do bandejão a atabalhoada substituição da vigilância para a Strategyc ainda vai dar muitos problemas jurídicos – e talvez altas multas – para a Funcamp que Já demitiu 230 vigilantes que serão substituidos pela Strategyc a partir da semana que vem.
O MPT (Ministério Publico do Trabalho)deu 5 dias para a Unicamp responder e apresentar documentos da demissão em massa realizada pela Funcamp este mês. A informação é do SEAAC (Sindicato dos Empregados e Agentes Autonomos de Campinas e região) Segundo o sindicato foram cerca de 230 demitidos, e a pratica é proibida pela CLT e configura demissão em massa, segundo a diretora do SEAAC, Elizabeth,   Os vigilantes não serão NENHUM dos atuais e irão ganhar menos da metade dos atuais…

As medidas foram tomadas na última sexta-feira, dia 22 de setembro, durante nova audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho com a participação do SEAAC Campinas e Região, da Unicamp, Funcamp e de um representante da Strategic, realizada com o objetivo de garantir a contratação de parte dos vigiais demitidos da Funcamp neste mês. A procuradora encarregada do processo sugeriu que a empresa de segurança assumisse parte dos cerca de 220 vigias que perderam seus postos de trabalho, recrutando os mesmos para atuarem na vigilância da Unicamp.

A representante da empresa disse que a Strategic já havia encerrado o processo seletivo e que começaria a atuar no dia 3 de outubro. Disse também que não havia intenção de contratar os demitidos da Funcamp, porque “tem o direito de escolher quer quer e que existe toda uma questão relacionada à continuidade do vínculo trabalhista, diferença salarial, diferenças em benefícios, que podem ser levados à Justiça do Trabalho“, declarando abertamente o ato discriminatório contra os vigias dispensados, e confirmando as denúncias do SEAAC Campinas de que houve impedimento para que os atuais vigias se candidatassem às vagas.

Confirmada a denúncia, a procuradora quer agora verificar todo o processo de licitação da Funcamp na prestação do serviço à Unicamp, e no novo processo realizado para substituir o serviço por terceiros.

A procuradora do MPT deu prazo de cinco dias para que a Strategic e a Unicamp forneçam todos os documentos e informações necessárias para o andamento do processo do Ministério Público.

Antes de encerrar a audiência a representante do MPT reafirmou a solicitação de que a Strategic assumisse, ao menos em parte, os demitidos da Funcamp. Sendo novamente negado pela advogada da empresa.

O SEAAC vai acompanhar o processo do MPT de perto e dará as informações e orientações necessárias aos demitidos.

O sindicato dos vigilantes promete agir ate o fim pelos direitos dos demitidos .

DCE e STU tambem estão na briga

O STU Sindicato dos FUncionarios da Unicamp teve reunião com o reitor Marcelo Knobel no dia 17 e exigiu explicações do processo. Segundo o STU Knobel informou que estava sendo discutido com a Funcamp uma nova licitação para o serviço de vigilância do campus e que seria feito gestão junto à futura empresa contratada para que os funcionários demitidos possam ser reaproveitados por conta dos conhecimentos acumulados.  ( Que como agora sabemos se negou)
Segundo o STU  a diretoria questionou essa postura unilateral da Funcamp de demissão e pressionou para que nenhuma medida fosse tomada sem discussão com a categoria. Mas a reitoria alegou que estava de mãos atadas por conta do vencimento do contrato e da “política” de redução de custos.

O STU diz que qualquer demissão em massa exige prévia negociação coletiva com o sindicato e que  não aceitam que os trabalhadores sejam tratados pela “frieza dos números”, muito menos sejam obrigados a pagar as contas da “crise” da Universidade. E que a troca de contingente pode impactar também na segurança do campus.
Já o DCE dos estudantes disse que a reitoria  não respondeu a solicitação de informações do DCE sobre o processo e continua perseguindo e pretende punir estudantes proceessados em vista da ultima greve Segundo eles todos são negros, o que para o DCE configura racismo da Unicamp. O DE também diz que a maioria dos vigilantes demitidos também são negros. E informou que dará toda solidariedade e apoio aos trabalhadores da Funcamp demitidos e exige que nenhuma demissão seja feita pretendendo fortalecer o processo.
Amanha dia 26 havera paralisação e ato no CONSU e tanto STU como DCE dizem que irão cobrar as demissões da reitoria
VEJAM

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