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CONSEG e UNICAMP fazem campanha de prevenção contra a COVID em Barão

O CONSEG e a SVC- Secretaria de Vivência do Campus, – da Unicamp estão promovendo uma campanha em prol da prevenção contra a pandemia da COVID -19 em bares e restaurantes de Barão . No ultimo dia 2/12 a presidente Neusa Fernandes, junto com a Coordenadora da SVC, Lina Amaral Nakata e outros integrantes percorreram todos os principais estabelecimentos do setor alimentício entregando e colando cartazes em seus estabelecimentos.A campanha foi criada pela Secretaria especialmente para o setor alimentício ou gastronômico de Barão, a pedido de Neusa , que também é do Conselho de Vivência, quando ela conheceu a campanha feita na universidade e solicitou para a SVC o apoio da Unicamp para divulgação e produção de material de orientação da comunidade de Barão. Com isso a SV conseguiu os recursos e produziu os cartazes “Esta campanha tem o objetivo de salientar a importância dos cuidados individual e coletivo para que isso possa contribuir de forma positiva com toda população.” – disse Neusa.

A questão vem de reuniões do Conselho de Vivência da Unicamp do qual a presidente Neusa solicitou à medica Patrícia Leme, coordenadora do CECOM (Centro de Saude da Comunidade da Unicamp ) para fazer uma palestra no CONSEG e essa reunião ocorreu no dia 3 de novembro passado.

Para CECOM não haverá 2ª onda no Brasil

Nessa reunião Patricia Leme falou das medidas de prevenção que o CECOM vem realizando na Unicamp com base no Plano Diretor decidido pela universidade.

Apesar de ter tido alguns casos de reinfecção na comunidade da Unicamp, para a coordenadora do CECOM, a segunda onda de disseminação do Sars Cov 2 não chegará ao Brasil antes da vacina. Segundo ela, médicos especialistas como Paulo Pantuffo consideram que nem a 1ª onda terminou : “enquanto tiver o numero de casos e de óbitos, nós ainda estamos na 1ª onda Acabando essa 1ª fase se conseguirmos manter o uso de mascaras e as medidas sanitárias, – temos uma previsão da vacina da Fiocruz para março, e a Corona ac para fevereiro ou janeiro. Porém ela disse que houve casos de reinfecção. O CECOM identificou 7 casos de reinfecção entre funcionários do HC que continuam em observação.

Ela acredita que 2021 nao vai ser igual a este ano na Unicamp. E que o 1º semestre, claro, ainda que nao será 100% “porque ainda estamos nesse aprendizado e nós ja estamos retornando ” (ao trabalho presencial)

Patrícia Leme disse que o CECOM seguiu as orientações definidas pelo Plano Diretor da Unicamp , com base num tripé de ações: testando quase 1000 pessoas antes de cada fase de retorno dos alunos e além disso foi desenvolvido um aplicativo para os alunos baixarem , orientando sobre a doença e caso tivessem algum sintoma, a não comparecer à universidade. No Plano Diretor a Unicamp definiu todas as atividades e atendimentos de seus setores sejam remotas (pela internet por emails, ) Além disso também havia o rastreamento de casos positivos e dos contatos dessas pessoas para impedir os fluxos da doença . Ela acredita que o CECOM vem fazendo um trabalho eficaz mas só terão certeza quando retornar a atividade presencial a partir do próximo dia 14 . Até o momento já testaram 14.000 pessoas

Segundo Patrícia se estamos atualmente numa fase de queda do número de casos e de mortos em todo o Estado, isso não significa reduzir as normas de segurança (uso de máscaras, higiene com as mãos, manter distanciamento) que ainda continuam urgentes e necessárias em qualquer relação pessoal.

“A medida em que vai ocorrendo o retorno de funcionários e professores e alunos às atividades , isso causará um impacto em Barão (bares e comércio) que eu espero ser um “impacto positivo”. E é necessário manter o cuidado e prevenção nesse retorno, cujo relaxamento pode levar a um aumento do numero de casos, como aconteceu na Europa. Mas nós esperamos que essa segunda onda não chegue no Brasil antes da nossa aplicação da vacinação em massa” – disse a médica

A presidente do CONSEG perguntou sobre a possibilidade de uma testagem em massa e Patrícia respondeu que é difícil porque o teste PCR não e facil , tem um exame caro, exige uma logistica bem complicada (com várias pessoas que devem ser treinadas pra coletar amostras de cada um. Além do teste SWAB também ser caro, a questão é o processamento da amostra segundo ela. Ela lembrou que a Prefeitura fez um inquérito sorológico com os entregadores e anuncia que a Unicamp talvez faça um convenio para rtealizar uma enquete sorologica em parte da população de Barão

O subprefeito Osvaldo Kaize , estreando na reunião do CONSEG, observou que as casas de comércio não estão seguindo o Plano de instruções dos governos Estadual e municipal de higienização e mantem balcões, canetas, maçanetas e botões de livre uso manual de seus clientes “Então se houver um contaminado que use tais coisas vai contaminar mais de 100 pessoas. …São coisas simples que não se presta atenção” Falou também do caso dos entregadores que normalmente tiram as máscaras e ficam juntos conversando sem nenhuma prevenção

O integrante da Vizinhança Solidária da Cidade Universitária, Miguel Andres questionou a respeito das festas na Cidade Universitária que são quase diárias, com muita aglomeração e sem controle, perguntou o que poderia ser feito. Como o CECOM -mesmo não tendo ingerência sobre o bairro, poderia ajudar . Dra Patricia disse que daria pra fazer é o CECOM fazer um convenio com a Guarda Municipal de instrução e prevenção.

Falta Gestão de Resíduos em Campinas

Também participou da reunião a professora da Faculdade de Engenharia Civil da Unicamp, Emilia Rutkovsky que é especialista em política de resíduos e uma das coordenadoras do Fórum Lixo e Cidadania da região de Campinas.

Ela disse que deu um curso de extensão sobre “Lixo Zero” onde alguns alunos mostraram-se indignados com a quantidade de lixo aproveitável que é deixado na Cidade Universitária E a professora então disse que é preciso ver a diferença entre “lixo e resíduo”. Nessa discussão a primeira questão que se coloca é a questão de onde se deve colocar o lixo. “A primeira pergunta que se faz: é o lixo se joga “fora” Mas fora aonde? Fora da casa? Mas fora da casa também não é responsabilidade nossa?

Por isso a professora Emília disse que deveríamos tirar a palavra lixo do vocabulário com os significados de “sujo, perigoso, sem nenhum valor.” Pois o lixo é fonte de riquezas e é em grande parte formado de “Resíduos” Os resíduos podem ser classificados em vários tipos: O perigoso (lampadas, pilhas, baterias etc, o Reciclável (que pode ser seco ou unido, o orgânico , que pode ser depositado e reutilizado através da decomposição natural ou do solo e o entulho que também hoje ja pode ser reciclado, embora com processos ainda não satisfatórios.

Por isso ela falou da importância das Cooperativas em que seus integrantes são treinados e capacitados para fazer esse tipo de triagem e separação entre os resíduos além de embalagem e retorno para grupos compradores e produtores que reciclam materiais. “Temos cerca de 250 catadores em Campinas e aqui comportaria de 30 a 40 Cooperativas -hoje só existem cerca de 12 Cooperativas. Mas para isso é necessário uma política publica que foque na reutilização dos resíduos pelas Cooperativas através de catadores autônomos. E isso foi abandonado pela atual gestão que acabou fechando a maioria das Cooperativas em Campinas devido à prioridade dada às grandes empresas que cuidam dos aterros. utilizando poucos funcionários que operam maquinas , ao passo que as Cooperativas além de serem muito mais eficientes, empregam muito mais pessoas possibilitando uma maior distribuição de renda e empregabilidade.

A professora Magda coordenadora pedada escola Dora Kanso do Village lembrou que na escola que há uma enorme lixeira no campinho para o bairro que vive cheia e com o lixo espalhado e os moradores vivem pedindo para resolver; e perguntou à Prof Emília o que proposta que ela tinha para isso… Para Emilia diz que gerir tais resíduos tem que ser gestão publica para resolver esse problema Pois os catadores são bastante eficientes e tendem a fazer uma separação melhore mais cuidadosa “Precisamos de uma politica de resíduos que seja mais integradora em Campinas” – declarou Emília.

Seguiu-se uma discussão sobre gestão de resíduos pela Prefeitura em Campinas e pelo lixão no Village o subprefeito Kaize informou que descarte irregular de lixo gera multa tambem.

Sobre os “pancadões”

Foi feita mais uma denuncia de carros com som alto de pancadão no Terras de Barão e também rachas na Estrada da Rhodia de quinta a domingo feita pela moradora Marilucia Caramalac ELa disse que ja havia reclamado variaz vezes pelo 190, Associação e para a Guarda. o Ten. Shimabucoro e o subprefeito informaram que já tomaram providencias para reduzir as reuniões. Mas Marilucia disse que mesmo assim essas reuniões continuam infernizando os moradores. Kaize diz que além de ser proibido, os carros são recolhidos e seus proprietários pagam uma multa e custos bem pesados

Incêndios no Jd. Independência

Cintia Silva falou dos casos de queimadas no terreno baldio entre o bairro e a rodovia Zeferino vaz que vem afetando todos os moradores do bairro principalmente da rua Felisberto Brolezze que é cercada por matas de propriedades rurais e urbanos. Foram dois incêndios que ocorreram em setembro e outubro que queimaram uma área bastante extensa. Esses incêndios foram fartamente registrados pelos moradores e através do Vizinhança Solidária fizeram um relatório bastante detalhado das queimadas que os moradores acham que foram feitos pelos próprios proprietários .

o subprefeito Kaize disse que queimadas em qualquer situação é crime que é dificil combater “Mas se nao começarmos a combater e denunciar vao continuar. Disse que o incendio do Village ja esta sendo apurado, mas que não da pra fazer nada se nao souber quem causou isso os orgãos fiscalizadores pouco podem fazer” Por isso ele pede que denunciem anonimamente ao 181 para que encaminhem as questoes

o investigador Marcelo Proença diz que a 7a DP esta aguardando o laudo da perícia para que possa ver o que se pode fazer. No caso dos incêndios ele diz que é muito dificil incriminar alguem sem que haja denuncia e comprovação e exortou as pessoas a procura-los “Sem a colaboração da população pouco conseguimos

Cintia diz que pra isso as forças de segurança teriam que garantir a segurança dos representantes do Vizinhança Solidária e do grupo de moradores que devem ter respaldo da polícias conforme diz a lei “isso e´bastante polemico porque nós nao sabemos quem sao os proprietários e como irão agir . Mas ha uma recorrencia e alguns orgãos ja tem os registros. E se ninguem faz nada os incêndios vão ficando banalizados. Nao temos as evidencias mas temos a recorrencia, As datas em que ocorreram e os locais onde tem ainda especies nativas . nos nao queremos mais esse historico”.

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