Ambientalismo

Barão 67: Série Patrimônios Históricos: 1- Fazenda Rio das Pedras

A Fazenda originou-se do “Engenho Nª Sª do Carmo do Rio das Pedras” que pertencia a um dos grandes proprietários de escravos de São Paulo, Manoel de Oliveira Cardoso, e que sua viúva vendeu, por volta de 1790, por 500 contos de réis ao Brigadeiro Luis Antônio de Souza, que foi na época o maior milionário da Colônia. O brigadeiro depois conseguiu a concessão de uma Sesmaria em 1799 de 10 por 1 léguas, em nome de seu irmão Francisco Antônio de Sousa que ocupava o norte de Campinas e refundou o Engenho.

Esse engenho foi visitado por Viajantes (como 2 deles Spix e Martius relataram em seus livros, além de outros). Foi passado para Francisco Ignácio de Sousa Queiroz (filho de Francisco) que faleceu em 1839 e a deixou para suas filhas Isabel Augusta e Genebra de Barros de Sousa Queiroz. Isabel se casou com o conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira , e foi ela quem doou a imagem de Santa Isabel que deu origem à Capela de Santa Isabel, que deu origem a Barão. E Genebra se casou com o capitão Luis Antônio (irmão mais velho de Geraldo de Rezende) mas faleceu ainda nova, dando origem à Fazenda Santa Genebra. A Rio das Pedras também deu origem às fazendas Santa Eudóxia, Palmeirinha, e à grande parte da parte sul de Paulinia , à Fazenda São Francisco da Rhodia e até fazendas que deram origem a Cosmópolis conforme escreveu Jolumá Brito e outros historiadores.

Em 1954, a fazenda foi vendida para o banqueiro e cafeicultor João Adhemar de Almeida Prado que decidiu moderniza-la e transforma-la em um Haras modelo. A sede e a fazenda foi reconstruída a partir de 1960 tendo como modelo a hípica de seu irmão em Cotia. (isso não retira seu valor histórico porque a reconstrução reforça e recoloca valor histórico consequente que nao havia antes) Almeida Prado também exigiu a retomada da Capela de Santa Isabel onde iria fazer uma sede de seu Banco de São Paulo (que no final dos anos 1960 foi estatizado (contra sua vontade) para ser criado o BANESPA . Além de doar 30 alqueires para a construção da Unicamp (contra sua vontade também), mas por pressão de vários políticos como o vereador Honório Chiminazzo , Zeferino e pedidos de moradores de Barão e Campinas) Parcialmente tombada deveria ser integralmente preservada por motivos históricos, ambientais, científicos, econômicos e turísticos. E ATÉ em nível estadual ou federal. devido à enorme importância histórica, ambiental e estratégica que ela tem não só para Campinas como para o país.

Sua preservação JÁ ESTAVA PREVISTA no Plano Diretor Local de 1996 – ainda em vigor – para que fosse garantida a passagem de animais da Mata de Santa Genebra (por baixo das rodovias) e sua continuação interligação pelo Ribeirão das Pedras (Parque Linear) ate a Mata de Santa Genebrinha (que fica atrás do SOBRAPAR).É possível a Fazenda ser autossustentável a curto prazo após pagamento ou renegociação das suas dividas . Um parque com várias empresas e organizações educativas, biológicas e turísticas, Educação Patrimonial, Ambiental e Cultural, além de Haras, pesquisas, aluguel para cenário, passeios equestres, Estudos Rurais, Agroecologia, Ecoturismo pesquisa Arqueológica (onde ficava a senzala), várias atividades educativas e esportivas (a Fazenda ja tem aluguel com outras empresas esportivas e academias), Centros culturais e de pesquisa ambiental, teatro e sede para turismo de negócios. Intercâmbio com diversos centros de pesquisa da Unicamp, Sem contar sua rica historia . O ideal seria que a fazenda fosse assumida por uma fundação nos moldes da Mata. E aberta para visitação pública e eventos de forma controlada apenas na área aberta à visitação

BARÃO 67 ANOS FECHANDO 2020 ( por Warney Smith Silva)

FONTES:

BARBOSA DE OLIVEIRA, Cons. Albino José. “Memórias de ummagistrado do Império”. In: Américo Jacobina Lacombe (org. eanot.). S. Paulo: Cia Editora Nacional, 1943. 373 p

BRITO, Jolumá. História da cidade de Campinas. 26 vol. S. Paulo:Saraiva (e outras) de 1956 a 1969

MARTINS, Amélia Rezende “Barão Geraldo: um idealista realizador Tip Livro Azul Campinas 1939

PUPO, Celso Mª Mello. Campinas: seu berço e juventude – Campinas,1969

SMITH SILVA , Warney: “Barão Geraldo: A luta pela autonomia”, Campinas, Centro de Memória IFCH 1996

SMITH SILVA, W – entrevistas orais com Antônio e Amyr Moda, Amélia Buratto, Ma. Pascoalina , Antônio Páttaro, Francisca Barbosa de Oliveira, e varios outros ( depositadas em Arquivo do CMU Centro de Memória- Unicamp

Foto GOF Drones

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