Ciência e Tecnologia

Novo reitor da Unicamp que assume hoje prometeu receber pedidos de Barão Geraldo

Após nomeação pelo governador João Dória, o professor Antônio José de Almeida Meirelles, da FEA (Faculdade de Engenharia de Alimentos) conhecido como “Tom Zé”,  assumiu hoje, 19/4/2021, a reitoria da Unicamp junto  com a médica professora Luiza Moretti da FCM (Faculdade de Ciências Médicas) eleita como vice-reitora, no cargo de Coordenadora Geral da universidade empossado pelo ex reitor professor Marcelo Knobel. Da reunião ON LINE transmitida a partir da sala do Conselho Universitário, participou o prefeito de Campinas Dário Saadi, e a Secretaria Estadual de Desenvolvimento, Patrícia Ellen.

Os antigos reitores Marcelo Knobel e Tereza Atvarz lembraram o que foi feito nesses 4 anos e toda a conjuntura política contra as Universidades e contra a ciência em geral após as ultimas eleições. o Professor Meirelles , ja empossado, defendeu o de sempre: a autonomia universitária, o combate à desigualdade dentro e fora da universidade e o avanço da Ciência e Tecnologia como suporte do desenvolvimento.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Barão (feita em fevereiro) o professor Antônio Meirelles disse que um dos princípios da candidatura dele e Luiza Moretti, era que a Unicamp deve ser “Uma universidade que abraça e se deixa abraçar pela sociedade”. E que por isso estão abertos a acolher a comunidade de Barão Geraldo na Unicamp, “ao mesmo tempo em que queremos ser acolhidos por essa comunidade.” 

PROGRAMAS DE EXTENSÃO E CULTURAIS

Ele ressaltou os programas que já existem e que pretende fortalecer para a comunidade de Barão – através da  Escola de Extensão  (cursos de alta qualidade , porém pagos), do projeto  UniversIDADE (para a 3ª idade), do INOVA, e outros centros. Diz que tem a intenção de fortalecer e renovar a Escola de Extensão (Extecamp) e melhorar seu atendimento ao público “tornando-a mais dinâmica e adequando a divulgação dos cursos a cada público-alvo”.  E disse que, por ter compromisso de uma gestão “aberta ao diálogo com todos os segmentos da sociedade”, estão abertos a acolher sugestões da comunidade de Barão Geraldo em relação à demanda de cursos em torno de temas de interesse.” 

Meirelles disse que, por defender a universidade mais integrada ao seu entorno, ele pretende retomar uma agenda de eventos culturais, artísticos, esportivos para a comunidade da Unicamp mas que possam ser acessados também pela população de Barão Geraldo. Eventos como o “Música no Campus”, os passeios ciclísticos devem ser retomados e apoio aos eventos esportivos, como a “Volta da Unicamp”, apresentações circenses e da Orquestra. “É nosso compromisso revitalizar o uso da concha acústica do campus de Campinas para conferências e concertos e também estudar formas de uso mais efetivo do Ginásio Multidisciplinar, sempre considerando a legislação e suas finalidades próprias.”  

CASA DO LAGO

Sobre o centro cultural Casa do Lago (que é quase integrado à parte 2 da Cidade Universitária) o novo reitor  disse que quer recuperar a vocação de centro transdisciplinar. “Esse espaço cultural privilegiado, hoje infelizmente subutilizado, a Casa do Lago receberá o devido apoio e atenção para assumir-se totalmente como centro transdisciplinar.” Segundo Meirelles, por sua vocação inicial, ele foi feito para intervenções artísticas da comunidade mas será também local de debate coletivo sobre tecnologia e políticas públicas e atividades acadêmicas de extensão e até de intercâmbio inclusivo com a sociedade, entre outros temas. “Um espaço aberto para que a comunidade de Barão Geraldo possa conhecer melhor as atividades e pesquisas em curso na Unicamp”.  

MUSEUS

Além  disso, o novo reitor propõe  ainda várias ações novas para estimular a comunicação e o lazer da população  externa  como: valorizar o Museu Exploratório de Ciências e o Museu de Artes Visuais, “trabalhando em parceria no sentido de buscar as melhorias demandadas”;  aprimorar as atividades que despertam a participação da comunidade acadêmica, como por exemplo a de “Ciências e Arte nas Férias”, facilitar o acesso de todos aos acervos da Unicamp, inclusive nos fins de semana e em parceria com as prefeituras realizar periodicamente nas  sedes da Unicamp de Barão, Limeira e Piracicaba), ou com empresas, eventos artísticos para o grande público  como: teatro, concertos e exposições, aproveitando eventualmente os espaços públicos da Universidade.  

Mas isso tudo, é claro, só depois de retomadas as condições de segurança, a partir da vacinação de todos e respeitando os protocolos científicos 

O prof. Meirelles diz que um dos compromissos de sua campanha foi fortalecer as parcerias e a comunicação com os diversos segmentos da sociedade e que para ele são: o poder público, a mídia, o empresariado, as sociedades científicas,  os movimentos sociais, o setor educacional, os órgãos de saúde e organismos internacionais.  Nessas  parcerias de diversas demandas serão incluídas as relacionadas à preservação do patrimônio histórico e ambiental. “Considerando as “expertises” da Unicamp, tanto na área de Humanidades e Artes, como nos temas relacionados à sustentabilidade, apoiaremos a construção de parcerias e projetos de pesquisa que busquem preservar o patrimônio histórico e ambiental do Distrito de Barão Geraldo”. 

SOBRE A PROPOSTA DE NOVA “UPA”

Sobre a proposta de moradores de Barão para que a Unicamp construísse uma “UPA” – uma espécie de posto de saúde e pronto socorro que funcionasse 24 horas em  Barão Geraldo – o novo reitor disse que não é uma prioridade nem papel da Unicamp construir mais  uma unidade de Saúde.  Segundo o novo reitor a área da saúde da Unicamp é responsável por um denso e complexo conjunto de atividades nas frentes de ensino, pesquisa, extensão e assistência. E além delas  há os órgãos que a  Unicamp  já oferece  – como o HC Hospital de Clínicas – o CAISM (Hospital da Mulher), também o Hemocentro,  o Gastrocentro  (Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo) e o CEPRE (Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação “Prof. Dr. Gabriel Porto  que,  como disseram,  funcionam em rede E por serem unidades de referência são responsáveis por cerca de 1/3 do orçamento da universidade. Além de formar centenas de médicos e profissionais de saúde anualmente. Além disso eles propõem estabelecer convênios com municípios para ampliar atuação de jovens  médicos pelo SUS e Residência .  

Sobre a proposta de baronenses para a  Unicamp  construir uma  Clínica ou hospital veterinário o professor Tom Zé disse que não  é possivel a construção porque a Unicamp  não tem curso de Veterinária pois para que houvesse esse curso com pesquisas especializadas nesse campo, seria necessário um hospital “modelo” O novo reitor disse que seria necessário primeiro conversarmos com grupos da universidade, conhecer experiências acadêmicas internas na área da  Biologia e analisar nossas condições e potencial institucional para a criação de um hospital ou clínica veterinária.  E isso leva algum tempo que talvez não seja possível nessa gestão. 

BIBLIOTECA 24H

Sobre a proposta de alguns moradores de Barão de abertura da biblioteca 24h, o  professor Meirelles  disse  que ele e a professora  Luiza estão comprometidos com o aprimoramento e melhoria do SBU (Sistema de Bibliotecas da Unicamp) , atentando continuamente às necessidades de infraestrutura e de pessoal. Mas que não tem planos sobre a abertura da Biblioteca Central por 24 horas. Porém disse “estamos abertos a discutir novos formatos de funcionamento que possam atender a comunidade de Barão Geraldo”. 

REFORMAS NA MORADIA ESTUDANTIL

Sobre a Moradia Estudantil da Unicamp (que fica na Vila Santa Isabel) o professor Meirelles (ou Tom Zé) disse que é impossível construir outra moradia (o que vários movimentos de estudantes vem solicitando e chamando de “ampliação” ha anos ( e chegou a ser prometido em 2016) pelo reitor que hoje é Secretario de Educação de Campinas) ou de ampliar vagas dentro do terreno da própria Moradia, por limitações orçamentárias. Mas disse que irá fazer uma necessária reforma da Moradia em todas as casas que estão com problemas proibidas de uso, problemas de infraestrutura, goteiras, problemas de eletricidade etc e que priorizaram mais esforços e melhorias de atividades no campo cultural

O novo reitor falou num “novo esforço e entendimento com o DCE (Diretório Central dos Estudantes) e outros grupos ” na direção de possíveis melhorias e ampliações” prometeu as reformas necessárias mas não prometeu a construção de mais vagas . Segundo Meirelles a Reitoria vai manter uma “relação de parceria serena e respeitosa com as entidades estudantis“, nos mais variados assuntos de interesse comum, dentre os quais a permanência merece prioridade. “É nosso compromisso garantir um contínuo processo de melhoria da qualidade da moradia estudantil, cuidando das reformas prediais ou ambientais necessárias e envidando todos os esforços de ampliação. ” – disse Tom Zé

HAVERÁ RETORNO PRESENCIAL SÓ EM 2022 OU AINDA ESTE ANO?  

Por fim o professor Meirelles defende  que  a administração da universidade continue acompanhando continuamente a dinâmica epidemiológica local, regional e nacional e além desta constante análise é  necessário manter uma comunicação efetiva com toda a comunidade (alunos, funcionários e professores, “em vista de tomadas de decisões praticamente em tempo real”. Porque , segundo  ele, a imprevisibilidade e as incertezas requerem ação organizada, coordenada “e com uma representatividade chancelada pelo espírito de diálogo”, sem perder de vista a qualidade das atividades fins da Unicamp. 

Embora  concorde  que  o “ensino remoto”  (isto é, somente via internet) trazem muitos prejuízos ao ensino. Porém, na situação epidemiológica atual, Meirelles  disse que o uso de atividades de ensino remotas apresenta-se como a melhor alternativa possível e com melhor custo benefício, apesar dos inerentes prejuízos e limitações.  

Mas ele lembrou que é evidente que nem todas as atividades podem ser remotas. “Existem disciplinas e pesquisas eminentemente práticas, ou que usam equipamentos e insumos que não podem ser substituídos por uma demonstração em vídeo ou uma simulação computacional.” Afinal o desenvolvimento de certas habilidades e atitudes profissionais requer a atuação em cenários de prática com tutoria. “Nestes casos, deve-se adotar um modelo híbrido, que combine as atividades remotas às atividades presenciais de forma segura, garantindo distanciamento e um rodízio entre os alunos, docentes e pesquisadores para evitar aglomerações.”  

Além disso, o novo reitor Meirelles disse que tais  soluções devem levar em conta as realidades dos alunos que podem ter dificuldades de deslocamento (por exemplo por meio de arranjos temporários de moradia). O enfrentamento da pandemia passa também por uma comunicação efetiva, garantindo a participação da comunidade na prevenção, na utilização dos serviços de saúde e dos recursos disponíveis como membros também de uma comunidade globalizada. 

Transcrevemos abaixo tudo o que ele disse

O novo reitor Antonio Meirelles falou de uma cabina com um vidro na frente

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