Bairros

Prefeitura disponibiliza serviços mas não garante tirar moradores de rua de Barão

A Secretaria de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos Vandecleya Moro disse que todos os serviços de atendimento à população de (ou em situação) de rua estão disponíveis para ajudar a reduzir a população que vive nas ruas de Barão e talvez com isso o aumento da criminalidade no centro nos últimos meses. Porém eles não são compulsórios, isto é, eles não podem obrigá-los a ir para esses serviços e a não retornarem às ruas. Mas se comprometeu a se reunir com o secretário de segurança Cristiano Biggi e a comandante da Guarda para discutirem o que pode ser feito para reduzir o crescimento dessa população e anunciou que este mês a secretaria realizará um “Censo” uma ampla pesquisa para mapear e conhecer todos os moradores de rua da cidade

Vandecleia esteve em reunião em duas oportunidades em Barão. Primeiro na última reunião do CONSEG dia 5/10 e uma semana depois na sede da AMIC Village, juntamente com CONSEG, subprefeito, representantes do Vizinhança Solidária, da Guarda Municipal onde também debateu o assunto. Segundo ela, houve um grande aumento da população de rua em Campinas durante a pandemia, assim como em todas as grandes cidades do país, o que aumentou também o número de atendidos pela Secretaria que vem buscando parcerias para atender a todos.

A Secretária Vandecleya Moro com o subprefeito e convidados na sede da AMIC no Village

Moro apresentou todos os serviços e programas da Secretaria de Assistência oferece para a população em situação de rua : o serviço SOS Rua (que faz uma primeira abordagem com eles), a casa “Centro Pop” do Comitê Pop rua que recebe e encaminha para soluções momentâneas, o “Refeitório e a Casa da Cidadania” (que acolhe temporariamente para garantia de direitos), a “Casa da Gestante” que faz acolhimento para mulheres grávidas acima de 18 anos em situação de rua, o serviço de “Bagageiro” onde guardam temporariamente os pertences de população sem guarida, o SAMIM (acolhimento) além de vários outros serviços paliativos para ajudar essa população a sair das ruas. “Nos temos alimentos para ofertar, o recambio e abrigo com café, almoço e janta”

A Secretaria possui também três abrigos masculinos e 1 (um) abrigo feminino e possui também um abrigo para proteção do COVID-19. Para a Saúde possui um serviço chamado “Consultório de Rua” e também existem as operações de inverno, época de frio intenso em que fazem uma 1ª oferta de abrigo, e caso não aceitem, fazem uma 2ª oferta para que aceitem um cobertor. Pois conforme ela disse , nenhum serviço pode ser obrigatório.

Além desses, outro programa é o RECAMBIO – para estrangeiros e pessoas de outros Estados ou cidades distantes e queiram voltar para a cidade de origem , que além de abrigo e alimentação é paga a passagem de retorno , porém esse retorno é feito junto à a secretaria do outro município e Estado para garantir a reinserção.

E o programa “MÃO AMIGA” que são oficinas que buscam qualificar pessoas para serem inseridas no mercado de trabalho e que recebem uma bolsa pra poder se manter e são encaminhadas para o mercado de trabalho.

A secret´ária reconhece que há problemas de abordagem porém que possuem muitos serviços para oferecer a essa população.

temos estrutura completa para que as pessoas em situação de rua possam se estruturar para sairem das ruas. Mas precisamos da parceria e da compreensão da sociedade de que também são pessoas e não podemos obrigá-las a aceitar nenhum deles. E que também podem ajudar não facilitando a permanência deles nas ruas“.

Junto com Vandecleya a diretora da Secretaria Paula Nista, disse que Campinas é o único município que tem todos os serviços voltados para as populações em situação de rua. Além disso a assistência social tem um Comitê Gestor composto por 15 secretarias e autarquias que tratam de toda a politica para população de rua. “e por isso a cidade tem sido referencia nacional na política de apoio à essa população”.

Paula citou também a Coordenadoria de Prevenção às Drogas (Secretaria de Direitos Humanos) encaminhando pessoas para o tratamento gratuito e acolhimento ou abrigo temporário.

Crianças e pedintes profissionais nos semáforos

A moradora do bairro Vale das Garças Maria Célia, que é tutora do Vizinhança do bairro, disse que Barão Geraldo está sofrendo problemas de fato com moradores de rua desde 2015/2016. Ela lembra que desde esses anos, os moradores já haviam colocado esse problema em discussão no CONSEG. Na época se se dizia que junto com esses moradores de rua, vinham também as crianças para trabalhar nos semáforos. Sobre essa questão Celia pergunta “O que esta sendo realizado em Barão?

A moradora Nádina Fernandes foi outra que levantou que Barão tem trazido muitas mães com crianças pedindo coisas nos semáforos.

O morador Miguel Andres que é do Vizinhança Solidária da Cidade Universitária disse que ha um crescimento não de “pedintes” em semáforos, mas de uma “empresa de profissionais do semáforo” onde eles trabalham iferecendo. Isso me preocupa porque nao sao pedintes nos semaforos, mas porque tem uma empresa por tras que fornece balas, chicletes que se beneficia desse pessoal. E como se deve tratar esse problema ? È com o MVM ?

A secretária Vandecleia disse que para denunciar crianças e adolescentes em situação de rua há o trabalho do MVM especializado em tirar tais crianças das ruas deu o telefone 3235 2159. No caso para denunciar o trabalho infantil ela pediu que acionassem e informassem também o Conselho Tutelar – que trabalham contra o trabalho infantil. Além de que há o PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil que também pode ser acionado.

A presidente Neusa prometeu se reunir com as autoridades de segurança para ver o que poderia ser feito por eles para resolver esses casos dos semáforos

Primeira reunião (em setembro)

O capitão Mendonça da 3ª Cia contou que o CONSEG foi procurado por vários comerciantes de Barão em setembro para reclamar do crescente número de roubos e furtos e moradores de rua em Barão e com isso ele e a presidente Neusa se reuniram com esses comerciantes para discutirem o que fazer. Segundo ele as principais reclamações eram que tais pessoas faziam suas necessidades ou abordavam clientes na frente das lojas deles.

O comandante Manoel disse que orientou os comerciantes de que as pessoas que vivem nas ruas ficam onde encontram mais facilidade de manutenção da vida, conseguem ou recebem alimentos. Ele recomenda que os pontos comerciais ou residências não sejam locais atrativos ou a vista e para proteger seus bens devem ter câmeras de monitoramento e também seguro se possível. “Quem puder ou tem a oportunidade de pagar um seguro o prejuízo pode ser bem menor. Ou devem tomar cuidado em não colocar pessoas estranhas dentro de casa”. E fez um apelo para não terem um lugar atrativo

Tanto o Mendonça como a presidente Neusa ressaltaram a importância do programa “Vizinhança Solidaria”. O Comandante da 3ª Cia disse que o programa proporciona que um vizinho cuide do outro “Se chegar uma pessoa diferente e suspeita conseguem avisar a PM ” Mas ele salienta que a maior dificuldade definir quem é suspeito e quem nao é para prevenir futuros delitos.

O caso da “clínica” de recuperação de drogados

Na reunião do CONSEG o subprefeito Osvaldo Kaize disse que em Barão existe uma “casa de recuperação de dependentes químicos” – que não impõe regime fechado em suas dependências e alguns frequentadores saem e “acabam causando algum desconforto em Barão”. Kaize disse que por duas vezes teve de chamar o SOS Ruas para resolver casos específicos. E mesmo com essa situação, ele agradece e elogia essa primeira abordagem da secretaria

Vandecleya respondeu que visitou essa entidade porém ressaltou não tem beneficio da Prefeitura, é autônoma e não tem parceria com o município. Mas ela promete que na conversa com o secretario Cristiano vai solicitar que ampliem as abordagens nas proximidades para que haja mais segurança no entorno desse local.

Também participando da reunião o vereador Luiz Rossini disse que a população de rua provoca reações adversas dos moradores. “De um lado moradores com medo e repulsa que exigem atuação mais enérgica e policialesca, até “higienista” dos poderes públicos. E de outro lado, muitos moradores que se mobilizam para dar alimentos e roupas“. Rossini disse que não conhecia todo o conjunto de trabalhos da Secretaria e disse que ficou impressionado com a quantidade. Falou da necessidade de organizar as entidades que dão alimentos para essa população e diz que Campinas é uma referência nesse trabalho. Questiona se esse numero de moradores em situação de rua aumentou durante a pandemia e migrou do centro para outras regiões como Barão.

Também presente o pastor Jonas da Igreja Presbiteriana disse que geralmente os membros das igrejas também muitas vezes trabalham com moradores de rua “…e muitas vezes somos vitimas de golpe e nem sempre temos gente qualificada para tratar dessa população. Se pudéssemos trabalhar com o poder publico seria melhor

A moradora Ruth Siqueira Alves como Rossini perguntou se há um trabalho de levantamento de dados, estatisticas, numero de pessoas ou uma pesquisa e classificação de quem são essas pessoas. E se existe migração pra outros centros

A secretária Vandecleia informou que agora em novembro será feito um censo para saber quem são essas pessoas. Inclusive para investigar a questão da migração deles “Eles vão para onde conseguem se manter. Quanto mais oferta tem, mais eles vão”.

O trabalho do PROERD de prevenção às drogas

O morador Michel Siqueira informou que é policial instrutor do PROERD – Programa de prevenção às drogas da Polícia Militar – e que trabalha com educação contra as drogas e com boas práticas nas escolas (porque muitas vezes elas nao tem com quem conversar sobre drogas ) no Maria ALice Colevatti, Dora Kanso , Bernardo Caro Vila Olimpia e Adriana Cardoso na Vila Esperança trabalha com cerca de 210 crianças dos 5º anos com conceitos de boas praticas sobre drogas São 10 encontros ao final do ano as crianças recebem um certificado somente essas escolas por causa da pandemia – as mproprias escolas recusaram por causa disso – a partir do dia 18 mais um PM vai fazer um curso do PROERD s Para o ano seguinte pretende ampliar esse programa

O capitão Mendonça informou que o PROERD – programa de prevenção às drogas – trabalha com educação contra as drogas de boas práticas nas escolas ( “Porque muitas vezes elas nao tem com quem conversar sobre drogas em casa” ) “São aulas ministradas para crianças de 5º a 7º ano que é a fase em que as crianças poderão ser assediadas por traficantes ou adultos sobre drogas e esse trabalho de formiguinha pode prevenir e modifcar esse quadro que temos hoje

(AB)

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