Arte&Cultura

Barão 68 anos de distrito:  do “progresso” à estagnação atual 

COLUNA DE WARNEY SMITH SILVA

Em 30 de  dezembro de 1953,  Hélio Leonardi recebeu das mãos do governador do  Estado o diploma que  declarava Barão Geraldo distrito de Campinas. Esse evento  foi considerado um avanço para uma parcela de moradores mas não foi bem recebido por parte dos que eram contra. Pois a partir dali teriam que pagar IPTU. 

Porém, o  retorno que  tiveram  poucos  anos depois  – com a criação de  escolas, posto de saúde, estrada, loteamentos,  primeiros  calçamentos, várias empresas etc –  foi provando e convencendo os  antigos moradores contrários, que a criação do  distrito  foi  benéfica  e trouxe  o “progresso” para o  bairro construído por seus  pais – a maioria deles ainda vivos  na época e elevação da qualidade de  vida.  

Como  acertado com o novo proprietário da  Fazenda Rio das Pedras, o banqueiro João Adhemar de Almeida  Prado, a capela foi devolvida a ele e a  nova igreja foi  inaugurada e virou paróquia em 1963. Os baronenses também pediram  a ele o aumento da doação de terras para a construção da Unicamp, que foram fundamentais para que Zeferino Vaz, o presidente Castelo Branco,  e diversas autoridades e moradores de Barão  fossem “plantar” a universidade em 5/10/1966. Logo depois, Almeida Prado inaugurou a Cidade Universitária, o primeiro banco (onde era a capela antiga); a retirada dos  trilhos da Sorocabana e a derrubada do coreto levou à uma reformulação viária do centro de  Barão que deixaram as  pessoas  orgulhosas e  felizes com o “progresso” da nova cidadezinha.  

A chegada e expansionismo da Unicamp porém mudou radicalmente Barão, que se preparava para ser mais um município. A Universidade  trouxe um sentido internacionalista e com isso os movimentos  ambientalistas que exigiam – e ainda exigem – um padrão de cidade em equilíbrio com a natureza e  oposto ao “progressismo” anterior acabou por dominar a política. Entretanto pouco conseguiram e hoje  veem os poderes públicos cada vez mais distantes dos ideais ambientalistas. 

Atualmente porém Barão Geraldo vem cada vez mais sendo  mais menosprezada  pelo Poder Público, exceto é claro para aprovar novos condomínios de  alto padrão que possibilitam a cobrança de impostos e também as tarifas de água, luz, ônibus, etc cada vez mais altas. E com praticamente nenhum retorno e irrisórias melhorias em algumas praças!  

Acreditamos que a única saída para tal estagnação é a implementação de um projeto de integração e fortalecimento dos campos turísticos de Barão Geraldo. Incluindo a implementação do turismo  histórico que temos grande capacidade de desenvolver e que claramente  aumentaria as visitas locais, ganhos, hospedagens, rendas e os impostos também.  

Vamos então nos unir e criar essa rica rede de significados? 

PARABÉNS  BARÃO GERALDO PELOS SEUS 68 ANOS!! 

Warney Smith Silva é historiador e autor do livro “Barão Geraldo: A luta pela autonomia” a venda nas  bancas e sebos de Barão Geraldo 

Barão sem os trilhos em 1968 (visão da rua Maria Luiza Buratto Páttaro)
Foto enviada por Tito Páttaro Bozza

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