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Prefeitura e empresa dizem que não há indício de envenenamento na figueira

O secretário do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento sustentável, Rogério Meneses, informou que os agrônomos da Secretaria fizeram uma fiscalização na árvore figueira ou falsa seringueira (ficus elástica) que fica na Estrada da Rhodia 1966, fizeram estudos e não encontraram sinais de envenenamento ou de outras intervenções, como corte de raízes.

Segundo Rogério, assim que concluído, o relatório da vistoria será encaminhado ao DPJ (departamento de Parques e Jardins) para as atribuições legais, “por estar a árvore inteira na calçada de via pública“.

PARA BARONENSES, ÁRVORE FOI AFETADA PELA CONSTRUÇÃO DO CONDOMINIO

Mas um grande numero de moradores de Barão continuam afirmando que ela foi envenenada ou (agora a opinião cada vez mais crescente) que ela foi atingida pela fundação e construção dos prédios do Condomínio Vila Flor ao lado (que tem garagens no subsolo). A Secretaria do Verde descarta essa hipótese.

PLANT CARE OFERECE TRATAMENTO

Mas antes da secretaria, a empresa Plant Care analisou a árvore a pedido de alguns moradores de Barão. O trabalho da Plant Care é especificamente o cuidado com árvores e palmeiras e segundo seu diretor, ´o agrônomo Joaquim Teotônio Cavalcanti Neto, a empresa tem atendido casos frequentes de secamento e morte dessa espécie, (Ficus elastica – falsa seringueira de origem asiática). Ele também analisou a árvore quando se iniciou seu declínio, e verificaram que as folhas diminuíram de tamanho e os ponteiros dos ramos iniciaram secamento e declínio progressivo.

Eles também avaliaram a área de enraizamento e também o tronco para perceber se havia indícios de aplicação de herbicidas no solo ou através de perfurações no tronco. Porém nada disso foi identificado, pois na área de enraizamento, sob sua copa, outras plantas estavam sadias, como arbustos, gramíneas e demais vegetação, dando o entendimento de que não houve aplicação de herbicidas, pois se assim fosse, toda a vegetação estaria seca e morta sob sua copa. Também não encontraram perfurações no tronco ou seccionamentos que pudessem indicar injeção de herbicidas ou outros produtos químicos que induzissem a morte da figueira.

Segundo Cavalcanti Neto há casos que podem ser verificados, como exemplo dessa situação, em áreas ambientalmente equilibradas, como na Fazenda Rio das Pedras, onde há algumas delas já secas e outras em processo de secamento. “Nossa empresa entende que se trata de uma doença de raízes, provavelmente fungo de solo (fitoftora, fuzarium, outros), que causam o apodrecimento das raízes e levam a morte da planta em forma de seca descendente. Essa observação foi comum a todos os casos que atendemos, ou seja, observam-se as raízes superficiais apodrecendo, descascando e o sintoma refletindo na copa, através do secamento descendente“.

O agrônomo informa que há, no entanto, formas de conter o avanço da doença, realizado com sucesso por sua empresa quando, no início das manifestações desses sintomas, eles fizeram aplicações de produtos antagônicos aos fungos mencionados, entre outras aplicações de tronco com fosfitos, nutrição de solo, entre outras condutas fitossanitárias e nutricionais, além de podas previstas na norma ABNT 16.246-1.

“Cabe salientar ainda que as condições atuais da árvore começam a representar riscos, pois já se avistam galhos em risco de queda sobre a via, os quais devem ser mitigados”.

Joaquim Cavalcanti disse tambem que, por não se tratar de cultura com interesse comercial, ainda não há um diagnóstico específico realizado por laboratório de fitopatologia e as recomendações de manejo previstas em recomendações técnicas científicas.

Ele lembra também que há limitações de aplicações de produtos defensivos em áreas urbanas previstas pela Anvisa e demais órgãos competentes, que poderiam limitar certos tratamentos desses casos.

Enfim para o caso dela Joaquim oferece uma proposta de tratamento na base da árvore , mas para isso são necessárias autorizações e arrecadação de recursos

A figueira como alguns dizem, ou “falsa seringueira” está plantada em frente à antiga casa de Manuel Antunes Novo, conhecido por Manecão e fica na avenida Albino, 1966. Segundo descendentes de Manecão, a árvore foi plantada por ele mesmo em frente sua casa, mas não sabem a data. Calcula-se que ela tenha cerca de 80 anos. A Secretaria de Planejamento informou que há a necessidade de ampliação e urbanização da Estrada da Rhodia e necessitam que se faça um Plano de Desenvolvimento da estrada que hoje já é uma avenida.

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