Arte&Cultura

Nessa quinta na Unicamp: documentário mostra a vida de Dona Cida do Jd. América

Nesta quinta 29/9/22, a Casa do Lago exibe , em 1ª mão, o filme “Dona Cida, das Boas esperanças” do professor Benedito Olavo da Cunha. Trata-se de um documentário sobre a história de vida da educadora social e líder comunitária Maria Aparecida Silva nascida em Boa Esperança-MG que viveu e atuou por mais de 50 anos com educação social em Barão Geraldo e ficou mais famosa por ser uma das fundadoras da Sociedade Pró Menor. Além disso, ela foi antes professora do programa EJA (educação de Jovens e Adultos) por 15 anos na escola Bento Nascimento do bairro Guará e também presidente da Sociedade Amigos de Bairro do Jd América, participando ativamente da criação do Plano Diretor de Barão Geraldo que ainda está em vigor. (Hoje a Sociedade Pró-Menor Barão Geraldo abriga em torno de 100 crianças e está em funcionamento há quatro décadas.).

NECESSÁRIO INSCRIÇÃO:

A exibição tem entrada franca , mas para assistir é necessário fazer a inscrição inicial pelo link abaixo:

https://docs.google.com/…/1FAIpQLSfM2…/viewform

O documentário tem duração de 37min e 50seg e foi produzido e dirigido por Olavo da Cunha a partir de sua dissertação de Mestrado sobre a educadora social, em conjunto com o videojornalista Mikael Rodrigues que gravou ou filmou todas as cenas junto com Jorge de Oliveira. E foi Jorge quem fez a Edição (seleção e montagem das cenas) e sonorização de Wagner Portella e Leandro Feller. Ganhou um selo da Cátedra UNESCO de Educação, Juventude e Sociedade. Ambos de 2021. Voce pode ver o trailer no youtube:

O trabalho de Benedito Olavo da Cunha conta a história de vida de dona Cida, a partir do método da História Oral intitulado: “Memória, Escuta e Resistência: História Oral da educadora Social e Líder comunitária Maria Aparecida Silva” A pesquisa foi realizada em vida e juntamente com dona Cida para o o grupo HIPE da UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo) de Americana, tendo como orientador o professor Francisco Evangelista.

Estou em estado de alegria. Venho transbordando felicidade. Algumas coisas acontecem conosco e que nos faz mais leve de alma e coração. Essa alegria tem motivos relevantes: Reconstruir a História de Vida de uma pessoa importante com a Dona Cida das boas esperanças, me fez sentir assim. Alegre/feliz e cheio de orgulho!” – disse Cunha.

Veja abaixo um texto explicativo do autor

o professor Benedito Olavo da Cunha – autor do documentário

Dona Cida das Boas Esperanças

(por Benedito Olavo da Cunha – Prof. Olavo)

Uma Pesquisa de mestrado que nasce a partir de uma boa conversa na mesa de almoço de domingo, ou seja, nasce de um dedinho de prosa entre mineiros natos, ou seja, mineiros da gema mesmo.

Em meados de 2019 apresentei meu projeto de pesquisa ao Programa de Mestrado da UNISAL, que objetivava pesquisar o desenvolvimento da aprendizagem de matemática no ensino fundamental, nos anos iniciais. Um certo dia ao visitar minha mãe, Maria Aparecida, como de costume, a encontrou de saída para ir à casa de uma moradora do bairro, sua amiga e o convidou para irem juntos. Essa senhora, amiga de minha mãe de longa data chama-se (chamava) também Maria Aparecida, ou mais conhecida como “Dona Cida”. Em meio às conversas, foi feito um convite para todos almoçarem em minha casa.

No domingo seguinte foi um prazer imenso recebê-las para o almoço. E como um agradável encontro entre mineiros natos não se reduz somente a um “dedinho de prosa”, as conversas duraram a tarde toda. E nas confabulações Dona Cida contou muitos fatos de sua vida, desconhecidos por mim. Falou um pouco de sua vida profissional, social e um pouco de sua trajetória como educadora social.

Contou que foi presidente da Sociedade Amigos do Bairro – SAB – do Jardim América por vários anos consecutivos, falou das indignações que a levou a fundar o Projeto CERPP, que veio a unificar a Sociedade Pró-Menor “Barão Geraldo” em 15 de julho de 1993. Também comentou de sua trajetória na Paróquia Frei Galvão do Jardim América em Barão, onde foi voluntária e catequista por muitos anos.

Devido ao relevo dos trabalhos desenvolvido pela educadora social, resolvi mudar os rumos da pesquisa para reconstruir a história de vida da Dona Cida e – para quem ainda não sabe quem foi essa “guerreira”, que infelizmente nos deixou recentemente. E, para melhor descrevê-la, trago dois pequenos parágrafos do livro: “Memória, Escuta e Resistência”, que já se encontra no prelo, ou seja, em processo de publicação, livro esse que faz a reconstrução da sua história de vida desde a cidade de Boa Esperança até o ano de 2021, seus últimos passos.

“Dona Cida de Boa Esperança, dona Cida das Boas Esperanças; esperanças para abrigar crianças no período de trabalho das mães, esperança de doações de leite, esperança da aprendizagem de uma profissão, esperança de uma palavra amiga que ela sempre tinha para cada pessoa que a procurava. Dona Cida das Boas Esperanças, dona Cida de um coração imensurável, que amava a todos e, todos que tiveram a felicidade de conhecê-la jamais a esquecerão, seu sorriso meigo, sua caridade, sua entrega ao próximo, suas palavras de conforto e esperança jamais se apagarão nos corações de quem conviveu com essa guerreira, mulher que merece todos os aplausos pela sua perspicácia, amor, carinho, dedicação.” – disse Olavo.

Dona Cida sempre viverá nos nossos corações”.

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